O Exercício do Amor Próprio

O Exercício do Amor Próprio
Mostrando postagens com marcador medos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador medos. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de janeiro de 2017

Acreditar no amor é tarefa para os fortes!





Acreditar no amor é tarefa para os fortes. Porque amar requer de nós uma coragem ímpar. Coragem para entrar numa viagem alucinante em parceria com a vida de outro alguém, o qual, assim como você é um ser humano pleno de todas as preciosidades que possui, mas também todas as suas falhas, erros e imperfeições. Coragem para vencer preconceitos, muitas vezes tão banais, mas que devido a cultura, as diferenças, a sociedade, acabam tendo um peso a mais nesse processo de amar. Coragem para saber perdoar e pedir perdão. Coragem para saber que o amor é a dois, mas as influências sobre ele são a mil, porque todos tem suas parcelas de contribuições para melhorar ou piorar. E será preciso ser forte e sábio para saber discernir, filtrar e não se contaminar, nem para o bem, nem para o mal. Coragem para entender que o amor pode ser perfeito, mas as pessoas que amam não são e nunca serão. Que o amor à dois não é apenas aquele universal, ágape, que tornaria qualquer relação sublime, mas ele é composto do philos e do eros, que trazem ao relacionamento a personificação do material, da atração física, dos desejos, possessões, ciúmes, descontentamentos, desgastes, conflitos, ruídos na comunicação e tudo aquilo que possa nos lembrar de que não somos santos ou anjos em uma experiência carnal, mas sim humanos e providos de todas as limitações possíveis para não nos tornarmos santificados um ao lado do outro. Isso não existe! O que existe é o aprendizado mútuo.
O que existe é a percepção de que o diálogo pode ajudar. De que diminuir o ego e o orgulho, pode facilitar o entendimento. De que ninguém conduz uma relação só, sem essa de "dominar", somos apenas responsáveis por nossas escolhas e temos, todos, o livre arbítrio. De que em uma relação não existe anjo ou demônio, pois ambos assumem os dois papeis em determinado momento. De que a maturidade está além da idade, pois ela está ligada a vivência e ao aprendizado adquirido. E nem sempre, ou quase sempre os seres não chegam nesse patamar de equilíbrio emocional tão fácil. Se assim fosse, não teríamos tanta gente mais velha e tão fragilizada emocionalmente.
Enfim, é preciso coragem para acreditar no amor e, mais que tudo, manter ele firme. Mesmo tendo a consciência de que não é só o amor que mantém uma relação. E como bem disse Jung: "O amor é permissão". Nós nos permitimos viver a experiência do amor, mesmo sabendo que nem sempre ele será um mar de rosas, pois toda rosa tem espinho. Mas o que define se é válido ou não seguir com ele é fazer o velho balanço, utilizando a balança da justiça e avaliando qual o lado pesa mais, apesar dos pesares: o prazer de estar junto ou o descontentamento? O bem que se fez ou faz ou o mal? A contribuição emocional e espiritual que se troca ou o desgaste deles?
E assim seguimos sem coragem de amar, porque o amor nos convida a desnudar nossa alma e, muitas vezes, o outro nos mostra quem somos além das aparências e isso, para muitos que não se conhecem, é pesado demais para carregar.
Amar sempre valerá a pena, independente dos pesares que chegam com ele.
Muito amor para todos!!
Angel Marques